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:: Sexta-feira, Janeiro 06, 2006 ::
Faça descobertas mesmo que as já tenha conhecido. Sempre vale a pena e sempre mostrarão algo diferente. Seja através de uma música, de uma lembrança, de uma cidade, de uma onda ou de um sentimento. E você percebe que realmente já conhecia, talvez em uma outra vibração. Não importa. Procure descobrir. Se perguntarem, não fale de você. Perde a graça, perde o encanto. Deixe-se descobrir e descubra a outra pessoa, descubra a sua história. Porque cada pessoa tem sua história.
"No dia-a-dia, você deve cuidar mais de sua mente do que só de dinheiro, dinheiro, dinheiro!" - Sua Santidade o Dalai Lama
Tenha um bom final de semana!!! E não suje as praias.
:: 2:05 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Quinta-feira, Janeiro 05, 2006 ::
Às vezes não temos pressa. Às vezes temos que esperar. Às vezes tu não sabe como fazer isso. Ah, sabe sim. Deixe estar. Deixe ela correr, sozinha, como se estivesse fugindo e sem ao menos saber para onde e como vai parar. Então tu te dirige até o quadro torto na parade da sala e o enquadra novamente no lugar certo, no ângulo certo na linha certa. Porque ela vai com o vento, e o vento vai e volta. São como ondas no oceano e trás pra perto quem tá longe. Uns dias demora pra ir ou pra voltar e outros volta de surpresa e te pega como um susto.
:: 8:58 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Terça-feira, Janeiro 03, 2006 ::
Aproveita o início do novo ano e curte a vida mais tranqüila...
Tranqüilo
(Kassin)
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
:: 4:25 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Segunda-feira, Janeiro 02, 2006 ::
Retrospectiva - 18 de julho de 2005
Porque a única certeza que se tem, é que não dá pra sair da vida de alguém assim
É como decidir pegar a última onda do dia e deslizar até a beira do mar. Última onda essa que se torna a melhor surfada nos últimos tempos. Prática que acontece há exatos 16 anos. Quando aquele moleque decidiu comprar a sua primeira prancha, uma K&K vermelha e biquilha. No mesmo final de tarde que chegou em casa com a prancha nova já se colocava em cima dela sobre a cama do quarto. Lembra até hoje o cheiro-doce-de-chiclete-da-parafina-branca. E foi na manhã seguinte, em uma praia que não costuma ter ondas, apenas as ondas que quebram na altura da barriga das crianças e na altura dos joelhos dos adultos. Pois foi numa manhã de sol em que ele amarrou o leash na canela esquerda, deitou em cima da prancha e tentou se equilibrar por não ter a "prática do equilíbrio". O mesmo acontecera na tentativa de sentar na prancha, momento sublime na espera pela onda. E a onda veio. Pois ela veio e ele remou para a sua primeira onda. E, por incrível que pareça, ficou de pé. Logo na primeira onda. E foi ali, naquele exato momento que percebeu a sensação de voar. Porque a sensação deve ser parecida. E naquela época, e a partir daquele dia, o surf entrou definitivamente na vida daquele garoto. E a sua única certeza estava bem debaixo de seus pés. Poderia estar falando de outras coisas, pensando em outras coisas, mas a pouca idade não fazia com que ele fosse muito longe não. A não ser a linda menina-morena que veraneava em frente à sua casa e que fazia seu pequeno coração bater de forma diferente, coisa que ele não sabia explicar. E que acontece ainda hoje, quando a menina-morena aparece em sua frente. As sensações são as mesmas e os batimentos tornam-se também os mesmos do que há 16 anos. Coisas que não conseguimos explicar desde sempre. São tantas as tábuas da salvação, mas a dele, naquele momento, era o surf. Poderia estar falando-pensando na época em Deus, drogas, música, sexo, amizade e amor. Mas não, crianças não pensam assim. Apenas vivem. E, aos 29 anos, ele continua seguindo as ondas com os olhos, como se estivesse com uma prancha sob seus pés. Vício de surfista de alma, coisa que só os apaixonados compreendem. Hoje, corre atrás do tempo e da vida. Não tem surfado tanto quanto gostaria, mas contina checando as condições de dentro do carro, na Internet e nos jornais.
E aí, vem alguém e te diz: "Você mudou garoto. Ficou mais velho, construiu responsabilidades, criou idéias e sonhos. Mas o surf continua na sua vida, só que antes ele tinha uma importância maior. Aí tu cresce e os interesses mudam. Você conhece alguém, se apaixona, se 'desapaixona', viaja, começa a prestar atenção em música, em livros, cinema, teatro, poesia, suspiros, sensações, etc. Você gosta de surf e música. E quando não tem onda, escuta música. No inverno, viaja com a namorada ou simplesmente troca o mar gelado por um abraço na frente da lareira. E você se contenta em ficar ali. Depois você se casa, tem filhos e começa a curtir a família. Mas o surf continua ali, presente."
E aí tu lembra da primeira e da última-onda-mais-recente-surfada. E te apaixona de novo. E daí tu realmente percebe que não pode desistir. Porque a única certeza que se tem, é que não dá pra sair da vida de alguém assim. E deixar muita coisa pra trás, solta pelo ar...
:: 5:42 PM ::
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